Quarta-feira, 22 de julho de 2026|Sorriso, MT
🚨 PLANTÃO
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Sorriso: PM apreende menor envolvida na morte de Euler, que “Sampa” também está envolvido. Ela era pra ser presa no lugar da mulher caguetada falsamente por “Sampa” e que foi estuprada em delegacia

A Polícia Militar apreendeu, em Sorriso, uma adolescente apontada como suspeita de envolvimento no homicídio de Euler Ramon Bastos dos Santos, de 25 anos. Ela foi localizada escondida no escritório de um estabelecimento comercial situado na Rua Palmares.

Euler foi assassinado na Rua Lupicínio Rodrigues, no bairro Bela Vista, em frente à vidraçaria onde trabalhava era para ser presa no lugar da mulher que foi estuprada dentro da delegacia de Sorriso se não fosse Rodrigo do Nascimento Castro, vulgo “Sampa”, que denunciou falsamente a vítima de estupro.

Segundo informações policiais e imagens de câmeras de segurança, os envolvidos no crime estacionaram um veículo nas proximidades e seguiram a pé até o estabelecimento onde a vítima estava.

Conforme informações obtidas pelo JK, os policiais realizavam patrulhamento quando visualizaram uma motocicleta Honda Biz vermelha, ocupada por duas mulheres, parando em frente a uma empresa de guinchos.

A passageira desembarcou rapidamente e entrou no imóvel, atitude que despertou a suspeita da equipe policial.

Durante a abordagem, uma mulher que estava no estabelecimento negou inicialmente que alguém tivesse entrado no local. Diante da situação, os militares realizaram buscas nas dependências da empresa e encontraram a adolescente escondida dentro do escritório.

A Polícia Militar já tinha conhecimento da existência de um mandado judicial de busca e apreensão contra a menor, expedido pela Vara Especializada de Família, Sucessões, Infância e Juventude da Comarca de Sorriso.

Os familiares foram informados sobre o cumprimento da ordem judicial. Em seguida, a adolescente foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis.

SOLTURA DE SAMPA

A Justiça revogou a prisão preventiva de Rodrigo do Nascimento Castro, réu em ação penal que apura, em tese, crimes relacionados a organização criminosa, corrupção de menores e homicídio qualificado.

A defesa de “Sampa” é feita pelo advogado Estevam Hungaro Calvo Filho.

Apesar de apontar a existência de prova da materialidade e indícios suficientes de autoria, o magistrado entendeu que, no momento, não estão presentes os requisitos que justificam a manutenção da prisão preventiva, previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal.

Com a decisão, Rodrigo recebeu liberdade provisória, mas deverá cumprir medidas cautelares. Entre elas estão manter o endereço atualizado, não se ausentar da comarca sem comunicar a Justiça, cumprir recolhimento noturno das 20h às 6h, não manter contato com corréus e testemunhas e utilizar monitoramento eletrônico.

A tornozeleira deverá ser instalada após a ciência da decisão.

ANTES

A defesa do servidor público municipal preso sob suspeita de participação em um crime ocorrido em Sorriso afirmou que o investigado é inocente e teria agido sob grave ameaça feita pelos verdadeiros suspeitos da ação criminosa.

Em entrevista, o advogado responsável pelo caso declarou que seu cliente, identificado como Rodrigo, foi coagido a conduzir os envolvidos até o local onde o delito teria sido cometido.

Segundo o defensor, o servidor teria sido obrigado a dirigir o veículo no dia dos fatos após sofrer intimidações.

 

“A versão do Rodrigo é justamente essa: ele sofreu grave ameaça e foi obrigado a conduzir essas pessoas. Ele não teve liberdade para agir de outra forma naquele momento”, explicou.

Ainda conforme a defesa, após o ocorrido o investigado permaneceu em silêncio por medo de represálias, principalmente por receio de que algo pudesse acontecer com sua família.

“O Rodrigo é pai, tem filhos e ficou extremamente assustado com as ameaças recebidas. Ele é uma pessoa conhecida na cidade, trabalhador, possui emprego fixo na Prefeitura de Sorriso e nunca apresentou comportamento ligado a crimes dessa gravidade”, afirmou o advogado.

Defesa questiona prisão preventiva

O advogado também destacou que o servidor não possui antecedentes criminais, tem residência fixa e colaborou com as investigações desde o início do inquérito policial.

De acordo com a defesa, não haveria elementos suficientes que justifiquem a manutenção da prisão preventiva. “Não vejo culpa alguma do Rodrigo nessa situação. A defesa está convicta da inocência dele”, declarou.

Questionado sobre provas e depoimentos presentes no inquérito, o defensor afirmou que não comentará detalhes por estratégia jurídica, ressaltando que as argumentações serão apresentadas no momento oportuno perante a Justiça.

A defesa ainda apontou que parte da acusação estaria baseada no depoimento de um menor de idade supostamente envolvido no caso, circunstância que, segundo o advogado, será contestada durante o processo.

O caso segue sob investigação das autoridades competentes, e o servidor permanece à disposição da Justiça enquanto os desdobramentos legais continuam em andamento.

A Justiça manteve a prisão preventiva do servidor municipal Rodrigo Nascimento Castro, de 38 anos, durante audiência de custódia realizada nessa quarta-feira (25), na 1ª Vara Criminal de Sorriso, em Mato Grosso. Ele foi preso na tarde de terça-feira (24), em Sorriso, acusado de integrar uma facção e de participar do assassinato de Euler Ramon Bastos dos Santos, ocorrido em dezembro de 2025.

A decisão é do juiz Rafael Deprá Panichella, que homologou o cumprimento do mandado de prisão e considerou que permanecem válidos os fundamentos da preventiva, especialmente a gravidade concreta do crime, o risco à ordem pública (periculum libertatis) e os indícios de autoria e materialidade (fumus commissi delicti). A defesa havia pedido liberdade provisória, com ou sem medidas cautelares, o que foi negado.

Segundo as investigações do Ministério Público e da Polícia Civil, Rodrigo teria atuado como motorista do grupo criminoso no dia do homicídio. Ele teria transportado o executor, Lucas da Silva de Jesus, e uma adolescente até o local onde a vítima trabalhava, além de planejar estrategicamente onde estacionar o veículo para evitar câmeras de segurança e facilitar a fuga após os disparos.

Anteriormente, ao decretar a prisão preventiva, o magistrado afirmou que medidas cautelares alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica ou o recolhimento domiciliar, seriam “insuficientes e inadequadas” diante da frieza e do grau de organização da ação criminosa. Rodrigo responde pelos crimes de homicídio qualificado, organização criminosa armada e corrupção de menores.

No Portal da Transparência, consta que o investigado ocupa cargo comissionado na Prefeitura de Sorriso, onde está lotado na Secretaria Municipal de Saúde, com salário bruto de R$ 20.009,09 no mês de janeiro deste ano. Além da participação no homicídio, ele também é acusado de tentar obstruir a Justiça, ao indicar uma mulher inocente como envolvida no crime para proteger a adolescente.

Em nota, a Prefeitura informou que determinou o afastamento preventivo imediato do servidor e a abertura de procedimento administrativo disciplinar. O comparsa Lucas da Silva de Jesus já está preso, e ambos permanecem à disposição do Judiciário.

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