Sorriso: Advogado rebate família de agrônomo assassino de esposa e que também esfaqueou filha e diz que vídeos não estão em processo sigiloso: “vou tomar as medidas cabíveis e vai ter mais vídeos”

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O advogado Rodrigo Pouso Miranda se manifestou nesta sexta-feira (11) após familiares do engenheiro agrônomo Daniel Bennemann Frasson procurarem a Polícia Civil questionando a divulgação de vídeos relacionados ao assassinato de Gleici Keli Geraldo de Souza, de 42 anos, e ao ataque contra a filha do casal.

A manifestação ocorre um dia após o JKNOTICIAS.COM revelar que o irmão de Daniel havia procurado a polícia alegando que gravações divulgadas nas redes sociais estariam relacionadas a um processo que tramita sob segredo de Justiça. Na ocasião, a família pediu apuração sobre a divulgação do material e afirmou que buscaria a retirada das imagens.

Rodrigo, porém, rebateu diretamente essa versão.

Em vídeo divulgado nesta sexta-feira, o advogado afirmou que as gravações publicadas não estão atualmente juntadas ao processo sigiloso mencionado pela família.

“Esse vídeo não está relacionado com processo nenhum. Esse vídeo não tem sigilo”, afirmou Rodrigo.

Segundo o advogado, as imagens pertencem, inclusive, às filhas da vítima. Ele também declarou que pretende futuramente juntar as gravações ao processo criminal para que sejam utilizadas durante o julgamento de Daniel pelo Tribunal do Júri.

“Eu vou juntar esses vídeos para serem usados lá no Tribunal do Júri. Aí sim. Por enquanto, os vídeos não estão no processo”, declarou.

Advogado questiona ocorrência registrada em nome da filha

Durante a manifestação, Rodrigo também questionou informações relacionadas à filha de Daniel que sobreviveu ao ataque.

Segundo ele, o irmão do agrônomo teria apresentado informações à polícia também envolvendo a menor. Rodrigo afirmou ser advogado da criança e disse ter estranhado que uma ocorrência envolvendo sua cliente tivesse sido registrada sem sua participação.

A menina tinha apenas 7 anos quando foi esfaqueada durante o crime ocorrido em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde. Ela ficou cerca de três semanas internada em uma Unidade de Terapia Intensiva e sobreviveu.

Rodrigo ainda advertiu que poderá adotar providências jurídicas caso entenda que informações falsas tenham sido apresentadas às autoridades.

“Cuidado com a história da denunciação caluniosa”, afirmou.

E completou:

“Fez boletim de ocorrência mesmo não sabendo de nada. Então eu vou tomar as medidas cabíveis.”

Família diz que vídeos seriam protegidos por sigilo

A controvérsia começou após o irmão de Daniel procurar a Polícia Civil afirmando que Rodrigo teria divulgado nas redes sociais vídeos relacionados a um processo que tramita sob segredo de Justiça.

Segundo informações repassadas ao JK, a família sustentou que as gravações teriam exposto Daniel, a filha menor e outros familiares.

No registro apresentado às autoridades, foram apontadas inicialmente possíveis naturezas relacionadas à divulgação de segredo e violações de sigilo. Esse enquadramento inicial, entretanto, não representa condenação nem responsabilização criminal do advogado.

Rodrigo agora sustenta justamente o contrário: que os vídeos divulgados não estavam juntados aos autos mencionados pela família e, portanto, não estariam abrangidos pelo alegado segredo judicial.

Essa divergência deverá ser analisada pelas autoridades caso a investigação prossiga.

Vídeos mostram momentos anteriores e posteriores ao crime

As gravações ganharam repercussão depois de mostrarem discussões entre Gleici e Daniel nos dias anteriores ao assassinato.

Também existem imagens registradas na manhã do crime. Conforme já mostrado pelo JKNOTICIAS.COM, Daniel aparece circulando pela residência antes de entrar na cozinha, pegar uma faca e seguir em direção ao quarto onde estavam Gleici e a filha.

Após os ataques, ele volta a aparecer nas câmeras com sangue nos braços e nas mãos.

O laudo de necropsia apontou que Gleici sofreu 16 golpes de faca.

O conteúdo foi divulgado por Rodrigo como parte da argumentação da família da vítima contra a tese de que Daniel não teria capacidade de compreender seus atos.

Uma perícia psiquiátrica considerou o agrônomo inimputável, conclusão que passou a ser questionada pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A Justiça determinou uma nova avaliação.

Disputa agora também envolve legalidade da divulgação

Além das discussões sobre a responsabilidade criminal de Daniel e sua condição mental na época dos fatos, o caso passou a envolver outra disputa: se as imagens estavam ou não protegidas por segredo de Justiça e se poderiam ser divulgadas publicamente.

A família de Daniel sustenta que houve exposição indevida.

Rodrigo Pouso Miranda afirma que as imagens não integravam o processo sigiloso e diz que pretende apresentá-las formalmente no Tribunal do Júri.

Agora, caberá às autoridades competentes analisar as versões apresentadas e verificar se houve alguma irregularidade.

O JKNOTICIAS.COM acompanha o caso e mantém espaço aberto às partes envolvidas para novos esclarecimentos.

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