Um menor de idade que era o terceiro envolvido na morte de Graziela Cristina, 18 anos, foi apreendido na manhã desta terça-feira (28/04) em São João Batista, no Maranhão. O adolescente era o único dos três executores que ainda permanecia foragido pelo crime ocorrido em janeiro deste ano, em Sorriso (MT).
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De acordo com a Polícia Civil, a localização do menor foi possível após um trabalho de inteligência que contou com o apoio das forças de segurança maranhenses. Os outros dois comparsas já haviam sido presos em flagrante logo após o homicídio.
O Crime A execução ocorreu na madrugada de 15 de janeiro, no bairro Novos Campos. Graziela foi rendida dentro de casa, na frente de crianças, enquanto sua mãe estava ausente. Antes de matarem a jovem, os criminosos realizaram uma chamada de vídeo para prestar contas à organização criminosa.
O delegado Bruno França Ferreira afirmou que o crime foi uma represália. Graziela teria fornecido informações ao namorado — membro de uma facção rival — sobre a localização de alvos em um bar, o que resultou em um duplo homicídio anterior. “A facção adversária determinou a execução como vingança”, explicou o delegado. Com esta apreensão, a polícia encerra o ciclo de prisões dos executores diretos do caso.
Graziela foi morta por três pessoas, na frente de seu irmão de apenas 12 anos, após ser realizado um “julgamento pela organização criminosa Comando Vermelho”, sendo imobilizada e esfaqueada, tendo sua garganta cortada pelos criminosos que queriam saber informações sobre o paradeiro de seu namorado.
Segundo as informações repassadas ao JK, os suspeitos pela morte de Graziela, na frente dos irmãos, seriam pessoas entre 24 e 25 anos, de pele parda, de mediana estatura e que estariam se escondendo em uma casa localizada na rua Colíder.
Foi dito que os policiais foram ao local e localizaram o suspeito, que, ao ver os policiais, partiu para cima deles, que estavam quase na porta de entrada da casa, tentando fugir da casa.
Foi então que os policiais conseguiram fazer a prisão do mesmo e observaram que dentro da casa havia uma moto que teria sido utilizada em um crime de assassinato um dia antes, na morte de Adriano. Os policiais também encontraram duas jaquetas idênticas às usadas na morte de Graziela.
Ainda segundo o que foi repassado ao JK, Graziela Cristina da Silva Alves, de 18 anos, foi morta após se recusar a revelar a localização do namorado, que teria tido a morte encomendada por uma facção criminosa.
Segundo o delegado Bruno França, um dos suspeitos de envolvimento no caso, que está preso, apresentou essa versão ao prestar depoimento. O investigado afirmou que o grupo foi até a casa da jovem para torturá-la e forçá-la a entregar o paradeiro do namorado.
“O namorado era integrante de uma facção rival e teria realizado um ataque contra a dos envolvidos no caso. Eles foram para torturar, mas como ela não o entregou, eles a mataram. Essa é a versão apresentada por ele, mas a polícia ainda vai confirmar a motivação”, disse França.
No momento da invasão, três crianças, irmãos da vítima, também estavam no local e teriam presenciado o crime.
