Sorriso: Família denuncia negligência após mulher morrer depois de ficar indo e voltando das UPAs

Familiares de Jaires Carvalho, de 40 anos, procuraram a reportagem do JK para relatar uma sequência de atendimentos médicos que, segundo eles, pode ter contribuído para a morte da paciente. Jaires havia passado por cirurgia bariátrica há cerca de sete meses.

De acordo com o relato da família, na última sexta-feira, Jaires passou mal durante o trabalho, apresentando fortes dores abdominais. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central. No local, segundo os familiares, ela recebeu medicação para dor e foi liberada sem a realização de exames de imagem.

No sábado, a paciente voltou a apresentar piora no quadro clínico e retornou à UPA Central. Ainda conforme a denúncia, novamente foi medicada e liberada.

Já no domingo, com o estado de saúde mais grave e pressão arterial baixa, Jaires foi levada à UPA da Zona Leste. De lá, foi encaminhada novamente para a UPA Central. A família afirma que, mais uma vez, não foram realizados exames de imagem para investigação do quadro.

Na segunda-feira, Jaires sofreu sete paradas cardíacas e não resistiu, vindo a óbito.

O atestado de óbito aponta como causas da morte: insuficiência respiratória aguda, sepse de foco abdominal e peritonite aguda.

Ainda muito abalados pela perda, familiares cobram esclarecimentos sobre o atendimento prestado e questionam a ausência de exames que poderiam ter identificado a gravidade do quadro clínico.

Jaires foi sepultada na manhã desta terça (21/04) no cemitério municipal.

A reportagem deixa o espaço aberto para manifestação da Secretaria Municipal de Saúde e das unidades citadas.

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