Policiais militares foram acionados na tarde desta segunda-feira (06/04) até a UPA de Sorriso para atender uma solicitação de enfermeiros, que informaram que uma mulher trans, que estava internada, havia saído da unidade sem avisar.
Segundo relatos, a equipe de enfermagem assumiu o plantão pela manhã e a paciente ainda se encontrava internada. No entanto, ela deixou a UPA sem comunicar a equipe, o que resultou no cancelamento automático da internação, conforme procedimento interno da unidade.
No período da tarde, a paciente retornou à UPA querendo dar continuidade ao atendimento, mas foi informada de que isso não seria possível, sendo necessário reiniciar todo o processo, passando novamente pela recepção, triagem e demais etapas antes de uma nova internação.
Diante da situação, a suspeita não aceitou as orientações e passou a reclamar em voz alta. Em determinado momento, uma enfermeira tentou acalmá-la, porém a paciente elevou o tom de voz e partiu em direção à profissional, como se fosse agredi-la, gritando frases como: “eu vou me matar e a culpa vai ser sua, enfermeira”.
Temendo ser agredida, a enfermeira se afastou do local. Em seguida, outro enfermeiro interveio, posicionando-se à frente da paciente e tentando contê-la, mas também foi alvo de ofensas, como: “sai daqui, enfermeiro viado, filho da puta” e “se acontecer alguma coisa com meu silicone, a culpa será sua”.
Após os episódios, a paciente passou a circular pelos corredores e pela recepção da unidade, proferindo ofensas e levantando a parte superior do vestido, expondo os seios e causando constrangimento às pessoas presentes. A UPA estava cheia no momento, com adultos, idosos e crianças.
Diante dos fatos, a suspeita foi informada de que deveria acompanhar a equipe da Polícia Militar até a delegacia. Ela foi encaminhada à Delegacia de Polícia Judiciária Civil de Sorriso para as providências cabíveis.
Consta ainda que a paciente apresentava um hematoma na região do joelho esquerdo, alegando ter sido agredida no Distrito Federal, onde esteve dias antes.

